No dia 19 de setembro, pelas 17 horas, Valter Hugo Mãe apresentará ACERCA DO DESTERRO, de José Rui Teixeira, na Feira do Livro do Porto / Livraria Poetria.

Lê-se no prefácio de Guilherme d’Oliveira Martins:
“Quando José Rui Teixeira diz: ‘Confesso que me agradam leituras hermenêuticas que não prescindem de perspetivas biografistas, sobretudo em poetas que se situam a uma distância temporal que permita um campo de visão mais alargado sobre as suas vidas e obras’ — está, no fundo, a explicar a opção tomada nesta obra de proceder a análises sempre articuladas com o percurso individual de cada um dos artistas considerados. E não se esqueça que há um percurso paradigmático que vamos encontrando em toda a obra — e esse é o de Guilherme de Faria.”

Uma poética vinheta desenhada por Valter Hugo Mãe e um prefácio de Guilherme d’Oliveira Martins introduzem sete ensaios de José Rui Teixeira, escritos no âmbito de um projeto de pós-doutoramento desenvolvido em 2015 e 2016, na Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da UCP Braga: 1. “Viajar outros sentidos, outras vidas. António Nobre, Mário de Sá-Carneiro e Guilherme de Faria: interseções existenciais”; 2. “Poetas-filósofos ou filósofos-poetas? Disforia histórico-cultural no contexto português: entre Antero de Quental e Teixeira de Pascoaes”; 3. “Aquela espécie de mulheres que estão sempre na margem daquilo a que pertencem. O caso de Judith Teixeira”; 4. “Interseções. Afonso Lopes Vieira, José Bruges d’Oliveira e Guilherme de Faria: intertextualidades e intercontextualidades”; 5. “Qualquer coisa de intermédio. Da estesia à astenia: o sono abúlico, a morte e outras derivas intertextuais na poesia de Mário de Sá-Carneiro”; 6. “Fronteiras invisíveis. Manuel Laranjeira e Miguel de Unamuno: sobre o desterro e a vertigem suicidária na cultura portuguesa”; 7. “António Pedro. Em mansamente dolorida ausência e uma saudade mansíssima: os primeiros vinte anos e a poesia dos anos vinte”.

Imagem: ‘O desterrado’ [1872] | Soares dos Reis