SAUDADE MINHA
  • Até ao fim

    . Correspondência, Memória

    A amizade que uniu Guilherme de Faria e António Hartwich Nunes ficou comoventemente inscrita em centenas de cartas, entre 1922 e 1929. Quando Guilherme de Faria publica ‘Saudade Minha’, em maio de 1926, escolhe uma quadra de António Hartwich Nunes para mote da sua ‘Velha cantiga’ [pp. 25-26]: “Sonhei um sonho tão belo, E foi […]

  • Integralismo Lusitano

    . História, Memória

    Em 1921, Guilherme de Faria e os seus irmãos tornam-se ativistas da contestação à República, animados pelo ideário integralista. E essa militância não se deve apenas à influência de Alfredo Pimenta, com efeito o Integralismo Lusitano era, então, uma das correntes de pensamento que mais seduzia a juventude estudantil. O Integralismo Lusitano está no seu […]

  • Constipou-se?

    . Memória

    Está bem documentado o carácter “incendiário” de Guilherme de Faria. O jesuíta José Carlos Simões, que foi seu professor na Escola Académica, em Guimarães, lembra que a antipatia de Guilherme de Faria pelo Partido Democrático transformou-se num ódio figadal após o homicídio de Sidónio Pais. Num artigo publicado no jornal ‘A Situação’, dirigido por Botelho […]

  • Eu não sou eu

    . História, Memória

    Guilherme de Faria tem mais afinidades com António Nobre do que com Mário de Sá-Carneiro, não porque as afinidades com este sejam poucas; porém, a relação que Guilherme de Faria estabelece com António Nobre é de tal modo intensa, que [na minha opinião] é um fenómeno de identificação idiossincrática e literária incomparável na cultura portuguesa […]

  • Acerca do desterro

    . Academia, Livro

    É hoje apresentado, no Centro Regional do Porto da Universidade Católica, a edição do projeto de pós-doutoramento que desenvolvi em 2015 e 2016, na Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da UCP [Braga], sob a orientação de João Manuel Duque e Mário Garcia: ‘Acerca do desterro. Hermenêutica literária e arqueologia cultural’. Uma poética vinheta desenhada […]

  • Na morte de Guilherme de Faria

    . Memória, Poesia

    Um soneto de Anrique Paço d’Arcos — ‘Na morte de Guilherme de Faria’ — exprime a intensa comoção de quem escreve sobre a morte de um poeta e sente a dor da perda de um amigo: “Noite de Portugal, em que tão perto Somos do Céu! Envolta em luz do luar; A sombra de um […]

  • Entrevista

    . Interseções, Memória

    O quinto livro de Guilherme de Faria — ‘Destino’ — foi impresso no dia 7 de janeiro de 1927. No fim de março, o poeta foi entrevistado por Armando Boaventura para o jornal ‘A Ideia Nacional’: Que pensam os novos da vida literária portuguesa? Eis aqui uma pergunta a que os novos poderão e deverão […]

  • Fim

    . Memória, Poesia

    Tanto Sá-Carneiro como Guilherme de Faria formularam poeticamente o seu FIM. Mário de Sá-Carneiro escreveu: “— Quando eu morrer batam em latas, Rompam aos saltos e aos pinotes – Façam estalar no ar chicotes, Chamem palhaços e acrobatas. Que o meu caixão vá sobre um burro Ajaezado à andaluza: A um morto nada se recusa, […]

  • António Nobre

    . Interseções, Memória

    Quando Guilherme de Faria nasceu, em 1907, ANTÓNIO NOBRE [1867-1900] tinha já morrido há sete anos. Mas nenhum outro autor Nobre exerceu uma influência tão intensa e tão profunda sobre Guilherme de Faria. No ‘Só’, em vez do precursor do saudável neogarrettismo que Alberto d’Oliveira teorizaria em 1894 [em ‘Palavras Loucas’], António Nobre inventou a […]

  • Clepsidra

    . Livro, Memória

    Sobre o exemplar de ‘Clepsidra’ que pertenceu a Guilherme de Faria, encontramos um impressivo testemunho de José Gomes Ferreira, escrito no seu diário, no dia 7 de junho de 1968 [‘Dias Comuns V — Continuação do Sol’, Edições Dom Quixote, 2010, pp. 23-26]: Esta manhã, ao remexer nos livros da estante, encontrei a 1ª edição […]